Calendário da próxima temporada coloca o Brasil novamente entre os principais destinos da categoria; antes da corrida, Rio de Janeiro receberá o lançamento oficial do campeonato
A MotoGP já definiu quando voltará a acelerar no Brasil em 2027. O calendário oficial divulgado nesta sexta-feira (25) confirmou o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, como sede da terceira etapa do Mundial, marcada para 4 de abril.

A programação coloca o GP brasileiro logo após as etapas da Tailândia e do Catar. O Brasil, porém, terá presença no calendário antes mesmo da primeira corrida: em 21 de fevereiro, o Rio de Janeiro receberá o lançamento oficial da temporada 2027, na Praia de Botafogo.
A confirmação consolida o novo ciclo da MotoGP no país. Depois de retornar ao calendário em 2026, Goiânia terá novamente as motos da principal categoria do motociclismo mundial. O acordo entre a MotoGP, o Governo de Goiás e a Brasil Motorsport prevê a realização do evento no circuito goiano entre 2026 e 2030.
Goiânia volta a receber a MotoGP em uma nova era
O GP do Brasil de 2026 marcou o reencontro da categoria com o país depois de 22 anos de ausência, desde a última passagem pelo Brasil em 2004. Agora, Goiânia já tem novamente sua data reservada no calendário mundial.
A corrida de 2027 será a terceira do campeonato. A temporada começará em 7 de março, em Buriram, na Tailândia, e terá a segunda etapa em Lusail, no Catar, em 14 de março. Depois da passagem por Goiânia, o Mundial seguirá para Buenos Aires, que será sede da quarta etapa.
O evento brasileiro também acontecerá em um momento histórico para a categoria. A temporada 2027 marcará o início da nova geração técnica da MotoGP, com a entrada dos protótipos de 850cc no lugar das motos de 1000cc utilizadas até 2026.
Título de 2026 entra em fase decisiva
Se 2027 já tem data e local definidos para o Brasil, a temporada atual ainda está longe de conhecer seu campeão.
O campeonato ganhou uma nova configuração após as duas últimas etapas. No GP de San Marino, em Misano, Marc Márquez venceu e chegou aos mesmos 274 pontos de Jorge Martín. O piloto da Ducati assumiu a liderança pelo critério de desempate e alcançou sua 78ª vitória na categoria.
Marco Bezzecchi, que chegou a comandar a corrida italiana, não conseguiu completar a prova. O italiano caiu ainda na primeira volta e perdeu terreno importante na classificação.
A reação de Martín veio no Red Bull Ring. O espanhol da Aprilia venceu a Sprint e terminou o GP da Áustria na segunda colocação. A grande notícia da corrida, entretanto, foi a primeira vitória de Pedro Acosta na MotoGP, justamente em frente à torcida da KTM. Bezzecchi completou o pódio.
O resultado devolveu a liderança do campeonato a Martín. Depois de 15 das 22 etapas, o espanhol soma 306 pontos, enquanto Marc Márquez tem 294 e Marco Bezzecchi aparece com 264. Acosta segue entre os pilotos envolvidos na disputa pelo campeonato.
A diferença entre os dois primeiros é de apenas 12 pontos, enquanto Bezzecchi está 42 pontos atrás do líder. A briga pelo título, portanto, chega às etapas finais ainda aberta.
Motegi inicia a reta final do campeonato
A MotoGP terá uma semana de intervalo antes de começar uma sequência importante fora da Europa.
O próximo compromisso será o GP do Japão, em Motegi, entre 2 e 4 de outubro. Depois, o calendário passa por Indonésia, Austrália, Malásia e Catar, antes das duas últimas etapas, em Portugal e Valência.
Ao todo, serão sete Grandes Prêmios restantes para definir o campeão de 2026. A variedade dos circuitos e das condições de corrida mantém a disputa entre Martín, Márquez e Bezzecchi em aberto.
Motegi também marcará um momento importante para Jorge Martín. O piloto confirmou que não precisará passar por cirurgia no braço após o problema enfrentado em Misano. Segundo ele próprio, ainda não está 100%, embora tenha apresentado melhora ao longo do fim de semana da Áustria.
Diogo Moreira tem vaga garantida para 2027
O Brasil também terá um motivo particular para acompanhar a próxima temporada. Diogo Moreira, que disputa seu primeiro ano na MotoGP pela LCR Honda, já tem seu futuro garantido na fabricante japonesa.
O brasileiro assinou um contrato plurianual com a Honda Racing Corporation antes mesmo de estrear na categoria, garantindo sua permanência no projeto para 2027.
A dúvida que ainda permanecia era sobre qual equipe Moreira defenderá dentro da estrutura Honda. Fabio Quartararo já está confirmado no time oficial para a próxima temporada, mas a segunda vaga da equipe de fábrica ainda não havia sido anunciada. A possibilidade de permanência de Diogo na LCR também estava em aberto, enquanto David Alonso aparece envolvido nessa definição.
Antes do GP da Áustria, Moreira afirmou que já sabe onde correrá em 2027 e revelou estar satisfeito com a decisão tomada pela Honda. A expectativa era de que a definição pudesse ser anunciada durante o GP do Japão.
Na pista austríaca, o brasileiro terminou em 15º lugar e ocupa atualmente a 14ª posição no campeonato, com 65 pontos.
A permanência de Diogo ganha um significado ainda maior diante da transformação técnica que a MotoGP terá em 2027. O brasileiro estará no grid desde o começo da era das motos de 850cc, justamente em uma temporada que promete mudanças importantes nas características dos protótipos e na composição das equipes.
Brasil já sabe quando a MotoGP estará de volta

A confirmação de 4 de abril de 2027 coloca Goiânia novamente no centro das atenções da MotoGP. O Autódromo Internacional Ayrton Senna será palco da terceira etapa de uma temporada que também terá como marco o início da nova geração de motos da categoria.
Para o público brasileiro, a expectativa será ainda maior com a presença de Diogo Moreira no projeto da Honda e a possibilidade de uma definição sobre sua posição dentro da estrutura da fabricante japonesa.
Antes de pensar no próximo ano, porém, a MotoGP ainda precisa resolver o campeonato de 2026. Martín, Márquez e Bezzecchi chegam às sete etapas finais separados por margens importantes, enquanto Acosta entra nessa reta decisiva embalado pela primeira vitória na categoria.
